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Mary Ellen Waithe (org.)

Uma história de mulheres filósofas Filósofas do Medievo, Renascença e Iluminismo (500 — 1600 d. C.)

Entre o período feudal e a Contrarreforma, em um mundo marcado por guerras e estruturas de poder predominantemente masculinas, os mosteiros – especialmente os femininos – tornaram-se espaço cruciais de saber, autonomia e expressão intelectual. Foi nesse ambiente que pensadoras como Heloísa, Hildegarda de Bingen e Catarina de Siena encontraram voz e autoridade, ao lado de muitas outras hoje pouco reconhecidas.

Apesar de frequentemente excluídas da narrativa filosófica tradicional, essas mulheres deixaram um legado intelectual significativo, contribuindo para reflexões profundas sobre ética, religião, conhecimento e existência. Este livro resgata suas trajetórias e propõe uma revisão necessária: quem, afinal, reconhecemos como protagonistas da história da filosofia?

Título: Uma história de mulheres filósofas Filósofas do Medievo, Renascença e Iluminismo (500 — 1600 d. C.)
Título Original: A History of Women Philosophers Medieval, Renaissance and Enlightenment Women Philosophers (A. D. 500 — 1600)
Organizadora: Mary Ellen Waithe
Tradução: Roberta Magalhães Miquelanti, Meline Costa Sousa e Ana Rieger Schmidt
Preparação: Flavio Taam
Revisão: Fernanda Mello
Ano: 2026
N˚ de páginas: 392
Dimensões: 16 x 23 cm
ISBN: 978-65-6119-090-9
Preço: R$ 130

O período histórico que começou com o feudalismo e terminou com a Contrarreforma testemunhou enormes mudanças e desenvolvimentos dentro e fora da filosofia. E embora tenha sido um período em que as mulheres foram excluídas pela doutrina religiosa, pelo direito secular e em muitos aspectos da vida pública e do crescimento intelectual pessoal, sabemos que muitas mulheres do período criaram e aproveitaram as possibilidades de aprendizagem. O fato de que algumas poderiam ter se destacado na mais abstrata das buscas intelectuais, a filosofia, é tanto um testemunho dos esforços de suas antecessoras para promover uma tradição e um clima de aprendizado para as mulheres quanto para as habilidades individuais e coragem daqueles que cumpriram essa tradição.

As filósofas da Idade Média até a Contrarreforma escreveram sobre os mesmos tópicos filosóficos de seus contemporâneos masculinos, incluindo epistemologia, metafísica e ética. E embora suas obras tenham sobrevivido, elas foram praticamente ignoradas pelos historiadores da filosofia. Essas mulheres não são mulheres à margem da filosofia, mas filósofas à margem da história. Temos o privilégio de apresentá-las.

 

— Joan Gibson e Mary Ellen Waithe

Mary Ellen Waithe é uma filósofa americana conhecida por seu trabalho na história da filosofia e na filosofia feminista. Ela se destacou ao organizar a série Uma história de mulheres filósofas, que resgatou e analisou as contribuições de filósofas ao longo da história, muitas vezes negligenciadas. Sua pesquisa ajudou a redirecionar o foco para as mulheres na filosofia, desafiando narrativas históricas que as marginalizavam. Waithe também escreveu sobre ética, epistemologia e metafísica, sempre com uma abordagem inclusiva e crítica, que buscava ampliar as perspectivas no campo filosófico.