Uma catástrofe não é um conflito.
Há mais de dois anos centenas de árabes são assassinados diariamente. Os olhos do mundo viram o tapete de ruínas que virou Rafah? O que não vemos, mesmo assistindo? Do que é feito o silêncio? Do som de crianças morrendo? Do som de um corpo morto sendo jogado por soldados do alto de um prédio?
No presente distópico, um genocídio em live-streaming e em versão IA. O exército mata à distância, tecnologias do terror tipo exportação.
De Sderot, em Israel, pessoas assistem bombas caírem e aplaudem.
Em nossas retinas tão fatigadas estão as pedras. Palestinos as lançam de volta. Um gesto: a revolta. Tudo o que se tem está na terra onde se está, tudo o que se têm são ruínas. Da Maré à Gaza, somente os povos salvam os povos. O que a Palestina diz de nós?
Aqui, pedras.