Topo
Gianni Carchia

Orfismo e tragédia: O mito transfigurado

Carchia […] escreve para aqueles que estão dispostos a compreender e não para convencer e existir, sabe que a todo instante as figuras maiores correm o risco de colocar em dúvida sua existência, o sentido desta – não sem antes, que fique bem entendido, saqueá-la. A história dos vencedores não deixou espaço para o orfismo, e com razão: o orfismo é um codinome da destituição de toda uma civilização no momento mesmo em que ela se institui. Agora que a catástrofe dessa civilização é atestada em todos os âmbitos, talvez seja o momento de voltar a essa bifurcação esquecida.

— Julien Coupat

Título: Orfismo e tragédia: O mito transfigurado
Título Original: Orfismo e tragedia: Il mito trasfigurato
Autor: Gianni Carchia
Tradução: Vinícius Nicastro Honesko
Ano: 2026
N˚ de páginas: 90
Dimensões: 14 x 21 cm
ISBN: 978-65-6119-075-6
Preço: R$ 85

“Se a história é um pesadelo do qual alguns procuram despertar, a civilização é uma doença da qual poucos parecem querer se curar. Há, além disso, uma fragilidade do ser espiritual que o destina ao extermínio. As formas de vida mais sensíveis são também as mais delicadas. Por toda parte parece que as espécies mais monstruosas são também as mais invasivas: isso vale para nossos dias tanto na natureza como entre os seres humanos. Isso para dizer o quanto a questão central do presente é metapolítica, “ética” ou “antropológica”. A recuperação da possibilidade órfica é todo o contrário de um “retorno nativo” aos gregos. Agora que está se fechando a órbita fatal da civilização, trata-se antes da exploração de uma possibilidade originária, mas continuamente difamada.”

Gianni Carchia foi um filósofo, esteta e tradutor italiano. Formado sob orientação de Gianni Vattimo, dedicou-se inicialmente ao estudo de Walter Benjamin, desenvolvendo uma reflexão que articula estética, antropologia e crítica da cultura. Sua obra investiga o mito, a arte e a secularização, com destaque para o orfismo, a tragédia grega e a filosofia da aparência. Professor nas universidades de Viterbo e Roma, manteve um pensamento independente e interdisciplinar, influenciado pelo romantismo alemão, pela teoria crítica e por autores como Bachofen, Nietzsche e Hölderlin.