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Henry Burnett

Ecos nietzscheanos, pensamentos nacionais

A literatura e a filosofia são duas formas de pensar o mundo. Em países sem tradição filosófica e científica, como o Brasil, é na literatura que podemos encontrar os lances decisivos de autorreflexão crítica, décadas antes que a filosofia se acomode e se estruture academicamente. Este livro recupera trilhas desse caminho de formação da crítica nacional partindo de dois escritores tanto paradoxais quanto fundamentais: Euclides da Cunha e Monteiro Lobato, além de mobilizar uma lista ampla de críticos e outros autores. O tema central é a modernidade e seus efeitos sobre a vida brasileira. A crítica de Nietzsche contra o progresso desmedido é o ponto de partida e sua presença direta e indireta nas obras aqui discutidas – seus ecos – o núcleo que conduz o argumento. Teria a literatura brasileira reagido à modernidade através da matéria popular que emana de seus personagens, antes que a filosofia aquiescesse e mal reagisse às suas mazelas? Um esclarecimento pela ficção comprova que ainda somos nietzscheanos?

Título: Ecos nietzscheanos, pensamentos nacionais – v. 1 – XIX-XX: euclides, lobato
Autor: Henry Burnett
Preparação: Rogério Duarte
Revisão: Fernanda Mello
Ano: 2026
N˚ de páginas: 240
Dimensões: 14 x 21 cm
ISBN: 978-65-6119-102-9
Preço: R$ 85

Estamos em um momento em que talvez não seja mais necessário tergiversar sobre o lugar de Nietzsche como ponto de inflexão da história da modernidade. Seja como uma antifilosofia, em seus incansáveis embates com a tradição, seja como antídoto contra o otimismo lógico e seus efeitos sobre a ciência, a indústria, a história e a cultura, ou ainda como um modelo utópico para vanguardas artísticas mundo afora, tudo isso e um pouco mais ainda resta de Nietzsche.