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TIQQUN

Primeiros materiais para uma Teoria da Jovenzinha

Não leia este livro para concordar com ele. Leia para descobrir até que ponto sua vida, seus desejos e sua imagem são colonizados pela mercadoria.
Entre filosofia política, crítica da mercadoria, teoria da subjetividade e guerra das imagens, Teoria da Jovenzinha desmonta a figura contemporânea da identidade como espetáculo. Um texto-anomalia da revista francesa Tiqqun, finalmente publicado em português.

Título: Primeiros materiais para uma Teoria da Jovenzinha: Orgão consciente do Partido Imaginário — Exercícios de Metafísica Crítica
Título Original: Premiers Matériaux pour une Théorie de la Jeune-Fille
Autor: TIQQUN
Tradução: Vinícius Nicastro Honesko
Prefácio à edição: Margareth Rago
Preparação: Flávio Taam
Coedição: GLAC edições
Ano: 2026
N˚ de páginas: 160
Dimensões: 11,7 x 17,5 cm
ISBN: 978-65-6119-094-7
Preço: R$ 65

Publicado original e anonimamente em 1999 pela revista francesa TIQQUN, é um dos livros mais desconcertantes, agressivos e proféticos produzidos pela teoria crítica contemporânea. Entre panfleto filosófico, sabotagem literária e diagnóstico político, o texto investiga a fabricação de um novo tipo de ser humano: o sujeito integralmente moldado pela mercadoria, pela veiculação das imagens e pela administração permanente de si mesmo. A “Jovenzinha”, figura central, não designa simplesmente mulheres jovens, ela funciona como uma categoria política e existencial da encarnação de uma subjetividade produzida pelo capitalismo tardio. Um ser treinado para transformar o próprio corpo, os afetos, os desejos, a sexualidade, a inteligência e até mesmo o sofrimento em valor circulável.

TIQQUN foi uma revista francesa dedicada a “exercícios de metafísica crítica”, autodesignada, em 1999, “Órgão consciente do Partido Imaginário”, período de sua primeira publicação, e posteriormente como “Órgão de ligação no seio do Partido Imaginário”, em 2001, momento de sua última aparição enquanto material difundido sob a insígnia que dá luz ao termo judaico “tikkun”, significado de redenção e restituição espiritual. Os mais de trinta textos publicados autonomamente sob Tiqqun tiveram larga distribuição e vieram a obter reconhecimento mundial após alguns supostos membros do comitê invisível, possível membro de realização das teorias da revista, serem acusados no “caso Tarnac”.