Escrevia meus sonhos em uma folha de papel que levava para ele junto com as notas de trabalho. Em um primeiro tempo, eu evitava ritmos e rimas. Félix, pelo contrário, me encorajava.
No verão de 1982, por ocasião de uma temporada com minha família na Alemanha, fiz uma pergunta a meu pai que nunca havia feito sem mesmo saber que era proibida. De volta a Paris, deitada no meu sofá, na rua de Condé, número 9, disse a resposta a Félix. Ao me acompanhar até a porta, ele passou o braço em torno dos meus ombros. Nunca mais falamos sobre isso.
Em dezembro daquele mesmo ano, Félix disse: “A análise terminou e continua”.
E continuou até a morte dele. Foi então que comecei a fazer um livro daquelas folhas soltas e espalhadas que ele chamava de minhas “escrituras”. Félix tinha me encorajado a fazer isso e até mesmo encontrou o título: “Você não quer escrever A história de Sweety?
Escrevi A história de Sweety, colocando sua história de lado.